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Os mais recentes hacks nas redes sociais de crypto: como evitar cair em golpes

Alien Mind

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Atualizado: ,7 min

O crescimento das redes sociais revolucionou a comunicação e os negócios, mas também atraiu hackers e golpistas, especialmente com a integração das social cryptocurrencies. Nenhuma plataforma, do Twitter ao Discord, ficou a salvo de cibercriminosos explorando vulnerabilidades dos usuários. Nos últimos anos, houve um aumento nos hacks em redes sociais relacionados a cripto, incluindo ataques de phishing, falsos giveaways, golpes de impersonation scams e malware. Esses golpes frequentemente usam engenharia social para enganar usuários e fazê-los revelar informações sensíveis ou enviar dinheiro a criminosos, resultando em perdas financeiras, roubo de identidade e danos à reputação. 

Este texto explora hacks recentes em redes sociais relacionados a cripto, expõe táticas de cibercriminosos e oferece dicas para se proteger desses golpes.

Situação atual: estudos de caso

Várias contas de alto perfil em redes sociais foram hackeadas nas primeiras semanas de 2024. 

U.S. Securities and Exchange Commission (SEC)

No início de janeiro de 2024, a conta da SEC no X (antigo Twitter) foi comprometida em um ataque bem organizado. Pouco antes da decisão oficial sobre um ETF de Bitcoin, hackers obtiveram acesso não autorizado à conta de redes sociais da SEC e publicaram um anúncio falso de que o ETF havia sido aprovado. Essa notícia falsa se espalhou rapidamente e causou volatilidade significativa no mercado, levando a milhões de dólares em criptomoedas sendo negociados com base na fake news. Como se soube mais tarde, o ataque foi possível porque a SEC não habilitou a autenticação multifator (MFA) em sua conta. 

Mandiant

A Mandiant, uma empresa de cibersegurança adquirida pelo Google em 2022, também foi vítima de um hack em rede social em janeiro de 2024. A conta da empresa no X, que não tinha MFA ativada, foi invadida por meio de um ataque de adivinhação de senha em força bruta. Uma vez dentro, os hackers compartilharam um link para uma página de golpe que parecia legítima, mas foi projetada para roubar criptomoedas. Como resultado, milhares de dólares em criptomoedas na blockchain Solana foram roubados. 

CoinGecko

A plataforma de cripto CoinGecko sofreu uma invasão sofisticada de sua conta no X em janeiro de 2024. Apesar de ter MFA ativada, a conta foi comprometida quando um funcionário clicou inadvertidamente em um link fraudulento do Calendly, que fazia parte de um ataque de phishing direcionado. O atacante então usou a conta comprometida para publicar um airdrop falso de tokens, levando muitos usuários a pensar que poderiam receber tokens grátis. Como resultado, muitos usuários forneceram suas informações de chave privada e, no fim, perderam acesso às suas crypto wallets. Isso simplesmente mostra como a engenharia social sofisticada pode contornar salvaguardas técnicas como a MFA ao explorar vulnerabilidades humanas. Este exemplo também enfatiza a importância de treinar funcionários para reconhecer e evitar tentativas de phishing.

CertiK

A CertiK, uma empresa de segurança em blockchain conhecida por auditar smart contracts, sofreu uma invasão notável em janeiro de 2024. Os atacantes comprometeram a conta da CertiK no X e publicaram um link para um site falso Revoke. Esse site fraudulento foi projetado para parecer uma ferramenta legítima para revogar permissões concedidas a dApps, mas na verdade era usado para desviar valor das crypto wallets das vítimas. O ataque, que envolveu engenharia social sofisticada, expôs vulnerabilidades até mesmo em empresas dedicadas à segurança em blockchain. 

Táticas comuns usadas por golpistas

Golpistas usam uma ampla variedade de táticas para enganar usuários e obter acesso às suas criptomoedas. Entender essas táticas é essencial para proteger você e seus ativos. Aqui estão alguns dos métodos mais comuns usados por cibercriminosos no universo cripto.

Ataques de phishing

Phishing é uma das táticas mais prevalentes usadas por golpistas. Ele envolve o envio de mensagens fraudulentas, muitas vezes por e-mail ou redes sociais, que parecem vir de uma fonte confiável. O objetivo é fazer com que o destinatário forneça informações sensíveis, como chaves privadas, senhas ou códigos de autenticação de dois fatores.

  • Como funciona: Os golpistas criam um site ou mensagem falsos que imitam um legítimo. Os usuários são atraídos a inserir seus dados de login ou outras informações sensíveis, que os golpistas então usam para obter acesso às contas.
  • Exemplo real Em 5 de maio de 2024, o servidor Discord da Gnus.AI foi alvo de um ataque de phishing sofisticado. Hackers obtiveram acesso às credenciais administrativas do servidor e as usaram para distribuir links maliciosos que imitavam sites legítimos de cunhagem de tokens de criptomoedas. Esse exploit resultou no roubo de aproximadamente US$ 1,27 milhão. Os atacantes exploraram as funcionalidades de smart contract da Ethereum para criar tokens falsos, que depois foram vendidos a usuários desavisados.

Engenharia social

A engenharia social envolve manipular pessoas para que realizem ações ou divulguem informações confidenciais. Golpistas frequentemente exploram a psicologia humana, usando sentimentos como confiança ou medo.

  • Como funciona: Os atacantes fingem ser suporte técnico, colegas ou outras figuras de confiança para ganhar a confiança do alvo. Uma vez que a confiança é estabelecida, eles solicitam informações sensíveis ou fazem a vítima realizar ações que comprometem a segurança.
  • Exemplo real: O hack da conta do CEO da Polychain Capital no X envolveu táticas de engenharia social. Os atacantes enganaram o CEO para que ele revelasse informações que lhes permitiram acessar a conta e publicar anúncios fraudulentos sobre falsos airdrops, levando usuários a perderem seus fundos.

Falsos giveaways e airdrops

Golpistas frequentemente tiram proveito da empolgação em torno de giveaways e airdrops. Eles prometem tokens ou moedas grátis em troca de pequenos pagamentos ou informações pessoais, mas os giveaways nunca são reais.

  • Como funciona: Os golpistas criam contas falsas em redes sociais ou sites que fingem oferecer tokens grátis. Para recebê-los, os usuários são solicitados a verificar suas wallets enviando uma pequena quantia de cripto ou fornecendo suas chaves privadas para receber o giveaway. Assim que os golpistas obtêm os dados desejados, eles desaparecem, deixando os usuários sem nada.
  • Exemplo real: Durante o golpe do Bitcoin no Twitter em 2020, hackers usaram contas de alto perfil comprometidas para promover um falso giveaway de Bitcoin, conseguindo roubar mais de US$ 100.000. De forma semelhante, o hack da CertiK envolveu um site falso Revoke, enganando usuários para que revelassem os detalhes de suas wallets.

Distribuição de malware

Malware, ou software malicioso, é outra tática comum usada por golpistas para roubar tokens. O malware pode ser disfarçado como software, apps ou links legítimos e foi projetado para coletar informações sensíveis ou obter acesso não autorizado ao dispositivo de um usuário.

  • Como funciona: Uma vez instalado, o malware pode registrar pressionamentos de tecla, capturar screenshots ou até fornecer acesso remoto ao atacante. Ele frequentemente mira aplicativos de wallet ou plataformas onde ocorrem transações de criptomoedas.
  • Exemplo real: O hack da Mandiant envolveu o compartilhamento de um link para uma página de golpe que provavelmente distribuía malware. Ao visitar a página, os usuários baixavam inadvertidamente software malicioso que revelava informações sensíveis sobre suas crypto wallets na blockchain Solana.

Como se proteger

Proteger-se contra hacks em redes sociais relacionados a cripto exige uma combinação de conscientização e boas práticas. Aqui estão estratégias-chave para proteger seus ativos:

  • Ative a autenticação multifator (MFA) em todas as suas contas. A MFA adiciona uma camada extra de segurança ao exigir não apenas uma senha, mas também uma segunda forma de verificação, como um código de um app de autenticação. Isso reduz significativamente o risco de acesso não autorizado, mesmo que sua senha seja comprometida.
  • Desconfie de mensagens não solicitadas, e-mails ou publicações em redes sociais pedindo informações sensíveis. Sempre verifique os URLs e a legitimidade de qualquer solicitação de informações pessoais. Evite clicar em links ou baixar anexos de fontes desconhecidas ou suspeitas.
  • Atualize regularmente seus dispositivos e softwares. Softwares desatualizados podem ter vulnerabilidades que hackers exploram. Ative atualizações automáticas em seus sistemas operacionais, navegadores e apps de wallet de criptomoedas. Além disso, use programas confiáveis de antivírus e anti-malware para proteger seus dispositivos contra software malicioso.
  • Use senhas fortes e exclusivas para cada uma de suas contas. Um gerenciador de senhas pode ajudar a gerar e armazenar senhas complexas, facilitando a manutenção de uma segurança forte em múltiplas plataformas.
  • Aprenda sobre técnicas comuns de engenharia social, como impersonation e pretexting, e sempre verifique a identidade de qualquer pessoa que solicite informações sensíveis.
  • Proteja suas chaves privadas. Armazene-as offline em uma hardware wallet ou em um local físico seguro, e nunca as compartilhe com ninguém. Tenha cautela ao inserir chaves privadas em plataformas online, pois isso pode expô-lo a roubo.
  • Monitore a atividade da sua conta regularmente para detectar e responder rapidamente a comportamentos suspeitos. Configure alertas para tentativas de login e transações, e revise a atividade da sua conta com frequência. Informe imediatamente qualquer ação incomum para mitigar possíveis danos.
  • Evite realizar transações sensíveis em redes Wi-Fi públicas, que podem ser inseguras e suscetíveis à interceptação por agentes mal-intencionados. Se você precisar usar Wi-Fi público, garanta que tenha uma rede privada virtual (VPN) confiável para criptografar seus dados. O ideal é realizar transações em redes seguras e privadas.
  • Verifique a autenticidade das comunicações, especialmente as relacionadas a transações financeiras ou atualizações de segurança. Entre em contato diretamente com a entidade usando informações de contato verificadas se receber uma mensagem estranha. Não use os dados de contato presentes na própria mensagem suspeita, pois isso pode levar à perda de dados. 

Conclusão

O aumento dos hacks em redes sociais relacionados a cripto ressalta a necessidade de práticas de segurança fortes e vigilância. Atualize regularmente suas configurações de segurança e desconfie de comunicações não solicitadas para proteger seus ativos e aumentar a confiança nas interações online. No universo imprevisível das redes sociais, a segurança proativa é sua melhor defesa. Priorize a proteção da sua riqueza digital para permanecer seguro e protegido.

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