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Censura financeira ou cortar o acesso ao sistema bancário global é uma das ferramentas mais poderosas que o governo tem para punir seus inimigos. Quer a censura financeira seja usada para uma causa nobre ou não, a questão é — um sistema monetário global descentralizado tira essa arma das autoridades?
Por enquanto, uma repressão governamental às criptomoedas pode parecer bastante real: a administração Biden apresenta um projeto de lei sobre criptomoedas e o tribunal canadense congela milhões em fundos dos manifestantes do Convoy — incluindo Bitcoin.
A situação no Canadá também nos mostra métodos de rastreamento de cripto que o governo já tem. O Bitcoin pode ser incensurável, mas também é radicalmente transparente, e as autoridades policiais têm tido um sucesso notável em associar endereços de bitcoin aos seus usuários.
O Bitcoin só resolve o problema da censura financeira quando os indivíduos têm as chaves de suas próprias moedas. Quando mantidas em uma exchange, as empresas responsáveis continuam com a custódia — assim como qualquer outro banco.
Isso significa que o governo pode pressionar as exchanges a congelar as contas de bitcoin, o que foi exatamente o que aconteceu no Canadá, onde os ativos cripto dos manifestantes foram apreendidos. Sem uma saída fácil para dinheiro em espécie, gastar os fundos se tornou um desafio para os manifestantes.
É importante notar que o anonimato de criptomoedas como Bitcoin, Litecoin, Namecoin e outras é entendido como pseudonimato, no qual uma única violação das medidas de segurança (por exemplo, a compra de criptomoedas por meio de uma transferência bancária comum) pode levar à divulgação da identidade do proprietário. Portanto, criptomoedas como Dash e Zerocoin foram desenvolvidas para aprimorar o anonimato.
Embora os governos não possam banir o uso de blockchain, eles podem marginalizá-lo e desacelerar seu crescimento até que as ferramentas necessárias para controle apareçam.
Os epicentros do desenvolvimento das criptomoedas nos próximos anos podem ser alguns países onde o Estado e suas instituições financeiras desfrutam de um nível extremamente baixo de confiança por parte da população.
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